Para mim, ao recebê-lo, também não o senti como mais um jornal. Porque estou ligado ao serviço de voluntariado nos estabelecimentos prisionais. Porque, pese o que por vezes se possa constatar e afirmar, a lógica de existirem locais como este passa, sem margem de hesitação, por existirem projectos de reabilitação e valorização.
Adiciono a última página, para que se dê o crédito a quem o merece. E, para destacar um testemunho escrito na primeira pessoa. Porque, por vezes, a voz deve ser dada a quem sabe, a quem sente; não basta a voz de quem pensa entender.
2 comentários:
Estes "jornais" são sempre comoventes, não só pelos testemunhos que ali se expressam, mas também pela ocupação dos prisioneiros em algo de útil.
Abraço
J.Carlos
Muito belo, o teu gesto de divulgar trabalhos destes nossos concidadãos. Porque o são, ainda que prefiramos esquecê-lo ou ignorá-lo. Sei que a infelicidade ou os erros dos outros nunca devem ser utilizados como panaceia para os nossos próprios males, mas talvez não seja de mau tom reflectirmos acerca das “prisões” que criamos para nós mesmos às nossas próprias mãos… Abraço!
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