Uma árvore que apoderou-se de uma casa devoluta...
Uma roda de metal que passa o tempo a admirar-se na sua sombra...
(Entretanto o comboio chegou...)
Esta tranquila aldeia, que actualmente conta com menos de 300 habitantes, está situada no concelho de Almeida. Como ponto alto da sua história está o facto de ter albergado o Quartel General do Duque de Wellington entre Novembro de 1812 e Maio de 1813, como Comandante Chefe do Exército Luso-Britânico que resistiu às invasões francesas.
Fonte: Junta de Freguesia da Freineda
Uma das mais interessantes atracções turísticas da Beira Interior são as chamadas aldeias históricas. Embora exista oficialmente a classificação de aldeia histórica inserida num programa governamental iniciado em 1991 e que neste momento, se não me engano, contempla 12 lindíssimas localidades, vale a pena usar este termo de uma maneira mais liberal e incluir as localidades que estão semeadas a esmo pela região e que justificam plenamente uma daquelas descansadas viagens sem destino. Onde se siga a direcção de um letreiro branco sujo e se pare quando apeteça, pelo simples prazer de deambular.
Algumas destas povoações são anteriores à fundação de Portugal como nação e estão localizadas em pontos estrategicamente altos. Por vezes o caminho não tem asfalto, nem largura suficiente. Podemos ver restos de muralhas, igrejas antiquíssimas, becos, caminhos e escadas que se perdem no casario. Casas de todos os tamanhos, orgulhosamente construídas de pedra e com portas de madeira maciça. Se, por sorte, formos envolvidos por um dia de nevoeiro leve e passageiro, parece que viajamos para uma época mágica e remota. Em algumas delas vivem pouco mais que uma dezena de pessoas. Podemos ser apanhados por um imenso grupo de ovelhas ou cabras que nos olham desconfiadas e hesitantes. Impressiona a solidão e a paisagem. É um autêntico museu vivo de como em tempos a vida tinha rotinas e tempos que hoje são desconhecidos a muita gente. São perfeitas para se passar uns dias de férias se temos a necessidade de verdadeiro descanso e de um encontro com o que é essencial em nós.
"O Covão da Ponte é um lugar do concelho de Manteigas, situado a 960m de altitude por onde corre o Rio Mondego na fase inicial do seu percurso. Ao aproveitar as características naturais do local e ao renovar os edifícios ali existentes, gentilmente cedidos pelos Serviços Florestais, o Parque Natural transformou este local num pequeno núcleo de recreio, com infraestruturas de campismo e um casa abrigo com as condições mínimas, para apoiar todos aqueles que gostam de praticar actividades de ar livre."
Saímos da estrada nacional e trilha-se um caminho mais estreito que nos surpreende com campos lavrados e cultivados. Sempre a subir. Por fim, chega o local, qual oásis encravado num oásis maior ainda.