terça-feira, 4 de agosto de 2015
Enormes telas
sábado, 30 de maio de 2015
Coimbra mal vista
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Ruas da Covilhã
Existe uma cultura de grafites nas ruas da cidade. Algumas aproveitam edifícios degradados, outras paredes alvas. Uns pretendem aproveitar a cultura local, outros ostentam humor. Alguns são pequenos outros são frases. Como este, algures perto das engenharias.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Urbe
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Cargaleiro domingueiro
A pergunta que merece destaque é? Quantos beirões (e não só) já visitaram esta beleza? Não o façam e depois digam que só em Lisboa é que há coisas boas...
domingo, 22 de abril de 2012
Mais máquinas...
sábado, 14 de abril de 2012
Máquinas
quinta-feira, 29 de março de 2012
Estação de Comboios de Castelo Branco
Uma árvore que apoderou-se de uma casa devoluta...
Uma roda de metal que passa o tempo a admirar-se na sua sombra...
(Entretanto o comboio chegou...)
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Londres by night
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Rota das Fontes
A visão mais habitual da Covilhã é, desde algum ponto na Cova da Beira, observá-la em repouso no sopé da serra. Nesta caminhada têm-se o privilégio de olhá-la de cima; de enquadrar a cidade num cálido horizonte. Um horizonte de montanhas, é verdade, mas de montanhas meiginhas que se curvam perante a rainha das serras, a Estrela.
Encontrar uma piscina em plena serra foi uma surpresa! Mais do que isso, foi o momento certo na hora de descansar um pouco as pernas e saborear as deliciosas e tradicionais barras energéticas... Hora de sentir as sombras do arvoredo e a frescura de umas gotas de água atiradas por alguém mais preocupado. Hora de desencantar um canivete suíço e arranjar uns cajados para os trilhos que se anunciavam mais pedregosos e descendentes.
A beleza serrana continuava a dar "show"... Nem os raios de sol faltaram para enquadrar condignamente a paisagem.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Gatos
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Pôr do sol alentejano
Algures. Neste espaço, ocasionalmente irreal, onde os perfis esculpem a serenidade. A doçura do espaço que aperta-nos o peito. É o Alentejo, que mais podia ser?
(Entre Portalegre e Campo Maior)
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Cebolinho
Converti-me às deliciosas vantagens de ter uma espécie de horta de ervas aromáticas dentro de casa. Estes são os meus primeiros “meninos”: os cebolinhos. Estou expectante por ver quem nasce a seguir: a salva ou o manjericão?
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Barcelona (més d'una ciutat)
Quis o destino baralhar-me os planos. A cidade espanhola onde descobri o mundo que existia para além das fronteiras foi Barcelona. Não foi por snobismo. Simplesmente calhou, como afinal nos calham tantas coisas na vida, sem que tenhamos opinião na coisa.
Barcelona foi, na primeira vez, um simples local de transbordo onde deambulei umas horitas, comi umas sandochas e deslumbrei-me com a estação de Sants (“Como é que conseguiram colocar os comboios na cave?”) Passados uns dois ou três anos voltei. Agora como destino. Corria o ano de 1991. A cidade estava efervescente com a preparação das olimpíadas.
Visitei o Estádio Olímpico de Montjuic.
Também o Palau San Jordi.
Além de comprar merchandising com o Cobi, a mascote dos jogos.
Foi a primeira vez que tive a consciência de estar num local famoso; num espaço que brevemente iria ser o centro do mundo. Foi uma espécie de sindroma de Jerusalém. Julguei ser tocado por alguma graça divina e quando voltei a Portugal, durante as transmissões televisivas dos jogos olímpicos, repetia ad nauseum a frase “Eu estive ali!”, esperando que isso me conferisse alguma aura.
Desde então tenho ido várias vezes à Cidade Condal. Não tantas como gostaria, mas as suficientes para dizer que a conheço relativamente bem. As suficientes para dizer que a cidade tem sido generosa comigo.
Com o esboço das suas ruas ofereceu-me uma visão cosmopolita que alargou os meus horizontes. Ofereceu-me a prova de que os sonhos por vezes se transformam em pedra, com obra de Gaudi. Nos seus cafés ofereceu-me a voluptuosidade de um chocolate quente a envolver-se com um churro. No parque de diversões de Tibidabu ofereceu-me o mais genuíno momento de adrenalina passado numa casa de terror.
Ensinou-me que a amizade não tem distância nem tempo. Edifica-se através das palavras e dos silêncios, através das presenças e das ausências, através de hoje e do ontem, através das alegrias e das inquietudes.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Goldra
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Marvão
Impacto. Vindo de Portalegre e entrando numa recta em que se avista claramente o altaneiro povoado, amuralhado e com alguns telhados do casario a tentarem espreitar-me, é impossível não sentir um arrepio. Que estranha razão existe em mim para sentir o Alentejo desta maneira? Que força emanada destas planícies douradas me faz amar a vida mesmo quando me sinto o mais perdido dos homens? Não sei responder. O que sei é que quando a brisa quente do fim da tarde entrou pela janela totalmente aberta do carro e despudoradamente esfregou-se no meu rosto, só me apeteceu que ela continuasse ali para sempre, como se de um acessório da viatura se tratasse.
Cheguei. Deixei o carro no parque exterior e entrei a pé muralhas adentro. O coração decidiu correr à minha frente; o desgraçado por vezes é tão ansioso que não aguenta a velocidade dos meus passos.
Fotografias. Queria guardar alguns recortes do casario para levar comigo. Como se aquelas ruas, guardadas assim em retalhos dentro de uma máquina, pudessem ser cenários dos meus passos sempre que me apetecesse.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Trinta e duas panquecas
(Para quem se dê ao trabalho de as contar e só encontre trinta, cabe-me informar que duas desapareceram misteriosamente...)
terça-feira, 30 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O homem da torre
Fui ao Porto. Mesmo perante a multidão confundida de veículos mantive a determinação de chegar ao centro. Não só porque tinha pouco tempo para o que queria fazer, mas porque sim (pensando bem, era especialmente pelo sim). Perto da Torre dos Clérigos vi que havia um lugar livre. Perfeito!
Reparei também numa pessoa levemente queda e, mais de perto, com uma face onde convivia uma barba alva com uma expressão de quem espera sem realmente esperar. Não reconheci de imediato mas cheguei à conclusão de que era um arrumador. Arrumador! Um eufemismo para rotular alguém que nos sinaliza, com um tempero de súplica, um lugar para o carro e, depois, com uns gestos decididos, orienta a nobre tarefa de encaixar o carro no espaço que tanto necessitamos. Alguém que cumpre esse seu trabalho com mais zelo do que muitos trabalhadores “normais” que encontramos noutros locais. Alguém que tentamos esquecer rapidamente porque está ali a fazer aquilo.
(Mea culpa. Normalmente também sinto-me inexplicavelmente incomodado pela presença dos arrumadores. Não sei porquê mas desta vez isso não aconteceu; paradoxalmente até fiquei com muita vontade de estacionar ali.)
Depois do carro estacionado, não me pediu nada. Nada de olhares suplicantes, nem mãos estendidas. Apenas ficou perto, com um olhar onde residia uma dignidade intocável. Foi a moeda que, recorde eu, dei com mais vontade e com o sentimento de que era insuficiente.
Quando voltei já era noite mas ele lá continuava. Fiel no seu posto, acompanhado pelo saco reciclável do Pingo Doce onde descansava sonolento um chapéu-de-chuva. Antes de ligar o carro para me ir embora, quis ficar a olhar para ele durante uns momentos. Podia perfeitamente ser alguém da minha família. Surgiu-me a vontade de entrevistá-lo para lhe escrever a biografia. Onde nasceu? Que recordação guarda dos seus pais? Que profissão teve? Qual a sua cor favorita? Casou e teve filhos? Qual foi a maior alegria que teve? Quem é o seu melhor amigo? O que pensa da Torre dos Clérigos? Tem alguém à espera em casa?
Não tive mais tempo para mais. As cidades têm destas coisas: Assustam-me mas também me atraem.







